Chegou num ponto onde eu achava que não era inteligente, nem competente, tampouco bonita e desejada.
Chegou num ponto que perdi a vontade de me olhar no espelho.
E ao chegar nesse ponto, perdi o tesão pela vida! Não tinha
mais borboletas na barriga, não tinha mais vontade de me arrumar, nem de
ver pessoas, nem contatos físicos eu queria mais, com ninguém mais.
E aí, quanto mais eu me largava, mais cobrança ouvia,
mais eu percebia o descaso comigo, mais eu via o olhar indo em outras
direções, mais eu percebia o interesse em outras pessoas, mais eu notava
que o prazer já não era mais estar ao meu lado, uma vez que a exceção
de ficar longe havia virado a nova regra.
Até que um dia, uma atitude pôs uma pedra gigante
nesse maldito ponto que eu havia chegado! Uma atitude não inédita, porém
não mais suportável, pois diante de mim, me olhando, havia minha filha,
uma bebê que me observava sem entender porque a pessoa que ela mais
amava e admirava estava chorando e se sentindo nada mais valoroso do que
um objeto esquecido na estante.
E foi aí que uma luz inundou meu peito e me fez lembrar quem eu era! Sim, eu não podia permitir que ninguém fizesse eu me sentir a última companhia sem que eu permitisse chegar nesse ponto!! E nesse dia eu decidi lutar e viver por uma pessoa! Eu!
E foi a melhor atitude que fiz! Me sinto libertada de uma prisão, desde então minha ansiedade foi embora junto com o problema que eu tinha e não tinha coragem de resolver. E hoje eu vejo que fiz certo, pois hoje vejo que para essa pessoa não signifiquei nada, não represento nada, e eu vivia aquela vida infeliz achando que a história podia valer a pena!
Uma coisa valeu a pena nisso tudo: Ana Julia, minha vida!!!
Filha, é por você e só por você que eu tenho feito e vivido e lutado pra resgatar a mãe que você merece!
Um comentário:
É isso ai Dani, bola pra frente nunca esquecendo que sempre você deve estar em primeiro lugar porque assim estando bem, poderá ser uma mãe excepcional para Ana Julia nosso maior presente.
Amo vocês demais
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