domingo, 22 de junho de 2025

Pessoa de Riso Fácil

Nesses dias que tem passado, onde estive mais intimista, tenho percebido algumas coisas... Eu sempre fui uma pessoa triste, talvez melancólica, o oposto de alguém com riso fácil.

Lembrei que sempre fui uma criança sozinha, sem muitas risadas, lembro de ouvir adultos dizer: "A Dani é tão quietinha..."

Lembrei de ouvir alguma amiga da minha mãe, dizer a ela ao ver minhas fotos do meu book de 14 anos, "Nossa, que olhar triste".

Eu sofri a pior decepção já na minha primeira infância. Meus pais só brigavam e meu pai me abandonou, me renegou. Pelo menos é essa a percepção que a Daniele criança teve. Um sentimento de não ser uma boa criança, pois o pai foi embora, não a quis.

Hoje a adulta entende os motivos e falhas que fizeram com que os adultos tivessem feito o que fizeram, mas isso não altera o sentimento de tristeza que abita em mim.

O entendimento muitas vezes é um bálsamo que usamos para aliviar a dor da alma, mas enquanto o presente repetir o passado, a tristeza permanecerá. E o meu presente teima em repetir o passado, o pouco caso, o amor não demonstrado, a falta de união.

Minha filha me pergunta: "Mãe, do que tu acha graça?" Porque não é fácil me fazer rir... Piadas que agradam a multidão, a mim não tem graça. Não tenho riso fácil, não acho a vida engraçada.

Gostaria, de verdade, de saber levar a vida com mais leveza e alegria. Gostaria que por um passe de mágica, Deus conseguisse tornar minha vida leve, de amor fácil, de união, pessoas alegres e que eu fosse rodeada de pessoas que me amam e querem minha companhia, para que eu pudesse me sentir, ainda nessa vida, talvez 100% feliz.



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